Macaé terá fundo soberano com recursos dos royalties
O prefeito de Macaé, Welberth Rezende (Cidadania), anunciou a criação de um fundo soberano municipal com recursos dos royalties do petróleo. A proposta é reservar parte do dinheiro que atualmente entra nos cofres do município para formar uma poupança de longo prazo. A novidade foi revelada durante a gravação, nessa quinta-feira (10), do Manchete Podcast, que vai ao ar na segunda (14).
Segundo Welberth, a meta é que o fundo alcance aproximadamente R$ 20 bilhões nos próximos 20 anos. Para isso, a Prefeitura pretende encaminhar uma lei municipal estabelecendo um percentual dos royalties que deixará de ser utilizado para ser aplicado.
— Vou abrir mão de gastar o recurso dos royalties neste momento para guardar esse dinheiro. Estamos em um período de tranquilidade, de bonança com os royalties, e precisamos ter dinheiro guardado para o futuro — afirmou.
A ideia inicial previa a destinação de 1% dos royalties no primeiro ano e 2% no segundo, aumentando gradualmente os aportes. Welberth, no entanto, afirmou que pretende acelerar esse processo e começar com um percentual maior, desde que a medida não prejudique os investimentos e serviços no município. O prefeito estima que, caso o fundo alcance os R$ 20 bilhões projetados, os rendimentos poderiam chegar a R$ 2 bilhões por ano para Macaé.
— É um ato de gestão e de responsabilidade com o dinheiro público. Eu poderia gastar tudo agora. Quero começar colocando o máximo que puder, sem prejudicar o que está rodando na cidade, para que tenhamos um fundo soberano potente e robusto — disse.
Projeção para além dos royalties
Ao anunciar a medida, Welberth citou como referência fundos soberanos de longo prazo, como o da Noruega. A iniciativa também faz parte da preparação de Macaé para reduzir ainda mais a dependência das receitas do petróleo.
O prefeito destacou ainda a necessidade de diversificar a economia e citou a produção rural, universidades, ciência e tecnologia e turismo como setores com potencial de crescimento.
Welberth ressaltou que Macaé, assim como toda a Bacia de Campos, ainda terá cinco décadas de atividade ligada ao petróleo, citando uma projeção, segundo ele, da Petrobras. Mas defendeu que o município comece desde já a se preparar para o futuro. O percentual dos royalties que será destinado ao fundo e as regras para utilização dos recursos ainda serão definidos.

