Royalties em queda para a região pelo segundo mês consecutivo
Os municípios produtores de petróleo e gás do Norte Fluminense recebem, nesta quinta-feira (27), o repasse de royalties pelo regime de concessão e partilha do mês de agosto com queda. Nos cofres da Prefeitura de Campos, serão depositados R$ 62.944.544,81, valor 19,9% inferior aos R$ 78.574.282,00 de julho. Em comparação com agosto de 2025, quando foram depositados R$ 42.304.728,69, o repasse deste ano foi 48,7% maior.
Para o município de São João da Barra, serão pagos neste mês R$ 26.819.320,22, enquanto em julho o repasse foi de R$ 32.684.815,00, mostrando uma queda de 17,9% neste mês. Em agosto de 2025, o repasse foi de R$ 15.578.505,63.
Já para Quissamã, o repasse apresenta queda de 18,2%, com o valor de R$ 16.695.890,42. Em agosto de 2025, o repasse foi de R$ 12.613.066,64.
Detentor da maior parcela de royalties entre os municípios da região, Macaé registra queda de 17,8% no depósito deste mês (R$ 148.350.578,09) sobre o pagamento de julho (R$ 180.548.436,00). Em agosto de 2025, o município recebeu R$ 73.367.935,89.
Ainda no Norte Fluminense, Carapebus recebe R$ 14.183.436,32, uma queda de 21,1% em relação a julho (R$17.984.868,00). Já São Francisco de Itabapoana registra queda de 17,9% neste mês (R$ 10.638.940,24), em comparação com julho (R$ 12.799.782,00).
Para São Fidélis, o repasse de agosto terá queda de 18,3% em comparação com maio. Neste mês serão depositados R$ 3.373.474,96 e no mês passado foram R$ 4.127.571,00.
Segundo o superintendente de Petróleo e Gás da Prefeitura de São João da Barra, Wellington Abreu, a redução dos repasses de royalties em agosto decorre, principalmente, da forte queda do preço internacional do petróleo em junho, mês de produção utilizado como referência para o crédito atual. “O Brent teve média próxima de US$ 85 por barril em junho, cerca de US$ 22 abaixo de maio, após o mercado reduzir parte do prêmio de risco incorporado durante a fase mais aguda do conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e o Estreito de Ormuz”, comentou.
Fonte: Folha 1

