Plano de trabalho do estudo sobre a erosão costeira é apresentado em SJB
O Plano de Trabalho do Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA), que vai avaliar alternativas para enfrentar a erosão costeira em Atafona e no Açu, foi apresentado à população nesta quinta-feira (24), durante reunião da Câmara Técnica de Dinâmica Costeira, Erosão Marinha e Riscos Climáticos Associados, no Auditório Municipal de São João da Barra. A prefeita Carla Caputi (União) participou do encontro.
A apresentação acontece após a empresa responsável pelo estudo divulgar, recentemente (aqui), o início dos trabalhos em São João da Barra. Com investimento de R$ 5,6 milhões e prazo de 18 meses, o EVTEA vai avaliar alternativas para reduzir os impactos da erosão, considerando aspectos técnicos, econômicos, ambientais e sociais.
A investigação abrange os sistemas praiais, a região estuarina do rio Paraíba do Sul, a plataforma continental adjacente e as áreas terrestres diretamente relacionadas aos processos costeiros. O estudo é conduzido pela SeaCaruso, subsidiária do Grupo Caruso, e conta com uma equipe multidisciplinar de 29 profissionais.
— A avaliação da reunião foi positiva e estamos felizes com o início deste estudo. De forma esclarecedora e transparente, a população pôde fazer perguntas e tirar suas dúvidas. E, por meio da Central de Informações do EVTEA em Atafona e no Açu, a população poderá ter acesso às etapas do plano de trabalho que serão desenvolvidas. Vamos acompanhar juntos toda a evolução do trabalho, que é uma luta que a gente busca, e vamos, passo a passo, rumo à solução — declarou a prefeita Carla Caputi.
Próximas etapas
A apresentação foi conduzida pela diretora técnica do EVTEA, Clarissa Menin. Também participaram o especialista em engenharia civil e obras costeiras Leandro Rezende Freitas e o especialista em planejamento territorial, uso e ocupação do solo e geoprocessamento Antônio Ivo Barbosa.
— Os próximos passos são os levantamentos de campo. A gente tem um produto para entregar de dados históricos que vai levar em consideração tudo o que foi levantado, toda a opinião e informações relevantes da região. Depois disso, obtendo os dados, faremos um diagnóstico da situação atual, de quais são as causas e os efeitos do processo e, então, vamos rodar em modelo numérico a situação atual e as alternativas de proposição de recuperação das orlas de Atafona e do Açu. Ao longo do processo, faremos algumas audiências públicas para apresentação dessas informações à população e, além disso, para escolher a melhor alternativa e apresentá-la como um projeto final em uma grande audiência pública ao final de tudo — explicou Clarissa.
Além de Carla Caputi, participaram da reunião a secretária municipal de Meio Ambiente, Marcela Toledo, e representantes de movimentos comunitários, associações, ONGs, instituições de ensino e empresas.

