Campistas, Miss Preta é eleita no Paraná e Dora Gomes vai ao 2º turno no DF
Dos cinco campistas (aqui) que estiveram nas urnas país afora no primeiro turno das eleições de 2026, uma saiu eleita e outra continua na disputa. Miss Preta (PT) conquistou uma cadeira de deputada estadual no Paraná, enquanto Dora Gomes (PV), candidata a vice-governadora do Distrito Federal, vai ao segundo turno na chapa de Leandro Grass (PT). Os outros três candidatos nascidos na cidade não foram eleitos.
Natural de Campos, Edna dos Santos Sousa, a Miss Preta, recebeu 45.566 votos e foi eleita para a Assembleia Legislativa do Paraná (Alep). Atualmente, é vereadora de Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, tendo sido a mais votada na última eleição municipal. Vai assumir seu primeiro mandato de deputada estadual.

A eleição de Miss Preta também é histórica. Da região de Travessão de Campos, localidade com a qual mantém vínculos, ela é a primeira mulher negra a ocupar uma cadeira na Alep. Edna tem 33 anos e foi para o Paraná há cerca de uma década. Na planície, estudou no Ciep Luiz Carlos de Lacerda e já retornou à unidade, como vereadora, para conversar com os alunos.
De acordo com o site Alma Preta, a deputada eleita é filha de Erenilda, cortadora de cana, e de Evaldo, trabalhador rural, e foi criada no Assentamento Zumbi dos Palmares, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

No Distrito Federal, a campista Dora Gomes continua na disputa. Ela é candidata a vice na chapa de Leandro Grass, que recebeu 569.930 votos, ou 34,47% dos válidos, e terminou o primeiro turno na segunda colocação. A chapa enfrenta, no dia 25 de outubro, a atual governadora Celina Leão (PP), que teve 825.530 votos, ou 49,93%.
Dora nasceu em Campos e viveu na cidade até 1993, quando se mudou para Brasília. Filha de um ferroviário e de uma dona de casa, é a caçula de 12 irmãos. Começou a trabalhar aos 18 anos como professora de inglês no IBEU, onde também estudava, e se formou em Letras, Português/Inglês, aos 21. No Distrito Federal, construiu trajetória nas áreas pública e privada e passou por ministérios como Saúde, Defesa, Educação e Infraestrutura, além de ter atuado no Projeto Rondon.
Três não são eleitos
Os outros três campistas da lista disputaram vagas nos legislativos estaduais ou na Câmara dos Deputados, mas não conseguiram se eleger.

Na Bahia, Paulo Dapé (União), candidato a deputado estadual, teve 1.436 votos. Talvez seja, entre os campistas da lista, o mais conhecido na cidade, conforme os comentários no vídeo sobre as candidaturas de campistas país afora. Já foi prefeito de Eunápolis, no extremo sul baiano, mas não teve bom desempenho nas urnas neste ano. Ficou como 27º suplente da Federação União Progressista, que elegeu oito deputados estaduais.

Em Mato Grosso do Sul, Charles Gama (Novo) concorreu a deputado federal e recebeu 727 votos. Seu partido, o Novo, não conquistou nenhuma cadeira e a sua votação ficou bem distante dos eleitos. Esta foi a primeira experiência eleitoral dele no Centro Oeste, mas Charles já foi candidato a vereador em Campos, em 2016, à época pelo PTC. Na ocasião, recebeu 219 votos.

Em Minas Gerais, Dr. Rafael Terra (Avante) concorreu a deputado federal e recebeu 514 votos. Está foi a segunda eleição do médico campista junto ao eleitorado mineiro. Ele também ficou longe da vaga em Brasília. Acabou na 34ª suplência do partido, que lançou 50 candidatos e conquistou uma cadeira na Câmara dos Deputados.


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