Jair Bittencourt diz que é soldado do grupo, mas ainda não há discussão sobre presidência da Alerj
Deputado estadual reeleito para o quarto mandato, Jair Bittencourt (PL) figura entre os possíveis candidatos à presidência da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) no próximo biênio. Apesar de encarar como naturais as especulações e entender que seu nome está entre os de confiança do PL e do governador eleito Douglas Ruas, Jair diz que o foco no momento é a eleição de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. Afirma que é soldado do grupo, mas que ainda não há articulação sobre a Mesa: “Zero movimentação”, disse.
Para Jair, a única certeza no momento é que a presidência da Alerj será do PL, que conquistou a maior bancada, com 21 deputados estaduais. “Vamos esperar a eleição do segundo turno. A vitória do Flávio é a missão dada para todo mundo que é PL de verdade. E estamos trabalhando muito em Campos, Itaperuna, no Norte e no Noroeste Fluminense. Aí, depois, vai ser resolvida essa questão da Mesa”, pontuou o deputado.
As especulações sobre o nome de Jair para a presidência da Alerj não são novidade. Em 2023, ele foi protagonista de uma disputa interna do PL, que tinha como candidato o então deputado Rodrigo Bacellar. E chegou a costurar apoio de parlamentares de diferentes partidos, inclusive da oposição. No dia da votação, retirou sua candidatura, abrindo caminho para a eleição de Bacellar em chapa única. Ao anunciar a desistência, Jair reafirmou sua lealdade ao PL e defendeu a unidade da base governista.
Jair, que já havia ocupado outros cargos no governo estadual, também teve papel na crise sucessória do governo do Rio, em março deste ano. Nomeado secretário de Governo por Cláudio Castro (PL) pouco antes de sua renúncia, atuou na articulação política entre o Executivo e a Alerj, em meio às movimentações para definir o comando do estado. Dessa vez, porém, a passagem foi curta. Com a permanência do desembargador Ricardo Couto à frente do governo interino e sem uma definição sobre a sucessão, Jair pediu exoneração em 30 de março e retornou ao mandato de deputado estadual.
— A gente sabe que está dentro dos nomes de confiança do grupo, do PL e do governador Douglas Ruas. Sou um soldado do grupo. O que posso afirmar agora é que é zero movimentação para presidência da Alerj — concluiu o deputado.

