Avanço do mar em Atafona é destaque em jornal dos Estados Unidos

Avanço do mar em Atafona é destaque em jornal dos Estados Unidos
  • Publishedabril 1, 2023

O avanço do mar em Atafona, litoral de São João da Barra, voltou a ser destaque na imprensa internacional, neste sábado (1º). Sem romantismo, em uma longa matéria, a repórter Samantha Pearson cita no The Wall Street Journal (aqui) que a área na qual o Paraíba do Sul encontra o Atlântico “lembra uma zona de guerra”. A publicação ainda fala em mais de 500 construções levadas pelo mar e que “ruas inteiras estão vazias, isoladas pelo governo, com seus destroços cobertos de pichações citando passagens da Bíblia que aludem ao fim do mundo”.

A reportagem ainda lembra que Atafona é um exemplo extremo do desafio que se avizinha em um dos países com a costa mais extensa do mundo. “Pesquisadores ambientais dizem que dezenas de outras comunidades à beira-mar enfrentam destinos semelhantes no Brasil”, pontua. E traz uma alerta de que o país será um dos 10 mais afetados pelo aumento do nível do mar.

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Personagens já conhecidos da imprensa local para falar sobre o fenômeno são citados na matéria. Sônia Ferreira fala de como foi assistir, ao longo dos anos, várias ruas sendo engolidas pelo mar. O geógrafo Eduardo Bulhões, da Universidade Federal Fluminense (UFF), comenta sobre as possíveis causas. O historiador André Pinto cita o patrimônio perdido e a morosidade para alguma ação de intervenção: uma medida paliativa é a de colocar sacos de areia “que Pinto disse ser tão eficaz quanto ‘tentar secar o gelo’”. Secretária de Meio Ambiente de SJB, Marcela Toledo destaca que a Prefeitura trabalha para unir esforços com as esferas estadual e federal, além de cobrar soluções rio acima.

Para além dos imóveis e memórias perdidas, a reportagem de um dos maiores jornais dos Estados Unidos traz um alerta social. Samantha Pearson relatou ter encontrado homens perambulando pela praia, com olhares estranhos: “Parte do que os moradores dizem ser um problema crescente com o vício em crack e cocaína”.

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