Analiel Vianna: Lula não foi e não é minha opção, mas ler a moção faz parte da minha função na Câmara
A sessão da Câmara de São João da Barra nesta quarta-feira (28) começou com a repercussão da matéria do blog (aqui) sobre a moção de parabenização ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Primeiro-secretário da Mesa, o vereador Analiel Vianna (PL), que ficou encarregado de ler o documento com elogios ao petista na sessão de terça-feira (27), pediu a palavra para dar explicações.
Em um discurso de cerca de sete minutos, Analiel ressaltou que Lula não é e nunca foi sua opção política. Destacou também, como o blog já havia informado, que a leitura da moção faz parte de suas atribuições como primeiro-secretário. Ressaltou também que as palavras expressas no documento representam o sentimento da presidente da Câmara, Sônia Pereira (PT), autora da homenagem.
O vereador também questionou a forma como o episódio foi tratado pelo blog. Na avaliação dele, deveria ter ficado mais claro que a leitura era uma obrigação da função que ocupa na Mesa Diretora. Analiel afirmou que cumpriu seu papel com ética e responsabilidade.
Ainda durante o discurso, lembrou que Flávio Bolsonaro (PL) foi o candidato mais votado em São João da Barra no segundo turno da eleição presidencial, reafirmou que continua sendo de direita e que não abre mão de seu posicionamento político. Ressaltou, contudo, que não pretende ser o “acelerador” do embate provocado pela polarização política nacional.
Possível perseguição
Além da repercussão da moção, Analiel levantou outro assunto durante seu pronunciamento. O vereador relatou que circulam em grupos de WhatsApp comentários sobre uma possível cassação de alvarás de empresas suas no quinto distrito de São João da Barra, que estaria sendo mencionada por um integrante da gestão municipal.
O vereador Rommenik (União) também comentou o episódio e afirmou que a Câmara não ficará calada caso algum tipo de perseguição política se concretize.
Analiel ainda fez uma comparação entre as eleições municipais e a disputa presidencial. Ao abordar reajustes de programas sociais em períodos eleitorais, mencionou a suspensão dessas medidas e fez referência ao que ocorreu na eleição nacional, sem deixar de relacionar o tema ao cenário político local.

