Thiago Rangel renuncia ao mandato na Alerj
Preso desde maio, em uma das fases da operação Unha e Carne, o campista Thiago Rangel renunciou ao mandato de deputado estadual de forma “irrevogável e irretratável”. A carta de renúncia foi lida na sessão da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) desta quarta-feira (12).
Na carta de renúncia, datada de 10 de agosto e lida nesta quarta por Guilherme Delaroli (PL), Thiago afirma que a renúncia é “livre e espontânea”, “irrevogável e irretratável”, e justifica a decisão pela necessidade de se dedicar integralmente à própria defesa no processo que tramita no STF.
Rangel, ao renunciar, afasta a possibilidade de ser cassado pelos demais parlamentares. No caso dele, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), apenas decidiu pela prisão e pelo afastamento. Seria o Conselho de Ética da Alerj que definiria se houve quebra de decoro parlamentar e se haveria elementos para a cassação.
Suplente — A vaga de Thiago Rangel já vinha sendo ocupada por Wellington José, primeiro suplente do Podemos nas eleições de 2022. Ele foi convocado pela Alerj em maio, após o afastamento de Rangel por decisão judicial. Com a renúncia, a Casa deve proceder com os trâmites para a posse efetiva de José.
Investigação — Thiago Rangel está preso preventivamente desde 5 de maio, quando foi alvo da quarta fase da Operação Unha e Carne, da Polícia Federal. Ele é investigado por suspeita de participação em um esquema de fraudes em compras e contratos de obras da Secretaria de Estado de Educação, que teria envolvido direcionamento e superfaturamento. A defesa do parlamentar nega irregularidades.

