TCE reprova contas de Cláudio Castro de 2025

TCE reprova contas de Cláudio Castro de 2025
  • Publishedjunho 1, 2026

A sequência de notícias negativas para o ex-governador Cláudio Castro (PL) continua. Em sessão especial, o Tribunal de Contas do Estado (TCE) do Rio de Janeiro reprovou, por três votos a um, as contas de gestão referentes ao ano de 2025. A decisão final cabe à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).

O julgamento mudou de rumo após o voto do conselheiro José Gomes Graciosa. Ele abriu divergência do relator, Rodrigo Melo, que havia votado a favor das contas, e se posicionou pela reprovação. Os conselheiros Marcelo Verdini Maia e Christiano Lacerda acompanharam a divergência, sacramentando o parecer pela rejeição.

Em seu voto, Graciosa ressaltou que os balanços do governo trazem saldos fictícios na casa dos sete bilhões de reais. O conselheiro atuou como revisor do processo, enfatizou que os erros não são meras falhas técnicas, mas distorções gravíssimas que comprometem a transparência da gestão de Cláudio Castro.

Entre as principais irregularidades apontadas pelo Tribunal de Contas, estão os aportes bilionários feitos pelo RioPrevidência no Banco Master e os investimentos de mais de dois bilhões de reais em um conglomerado da Coreia do Sul.

Uma auditoria do órgão identificou que dois bilhões e sessenta milhões de reais foram direcionados para o grupo sul-coreano Mirae Asset, especializado em corretagem global. A instituição financeira já apareceu em investigações da Polícia Federal por suspeitas de fraudes em investimentos semelhantes feitos pelo fundo previdenciário do estado do Amazonas.

Graciosa ressaltou que as contas apresentadas pelo governo Castro tem distorções relevantes e de caráter generalizado nas demonstrações contábeis.

Agora o TCE emitirá o parecer técnico sobre as contas do governo estadual e os conselheiros assinam o documento. Depois, enviam à Alerj, que tem a decisão final.

Se os deputados confirmarem a rejeição das contas (por irregularidade insanável e ato doloso de improbidade), o governador pode ficar inelegível por 8 anos, conforme a Lei da Ficha Limpa.

Com informações da CBN/RJ

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