Bacellar nega interferência na Segurança do RJ e diz que nunca brigou com Castro

Bacellar nega interferência na Segurança do RJ e diz que nunca brigou com Castro
  • Publishedoutubro 19, 2023

O presidente da Assembleia Legislativa do Rio, Rodrigo Bacellar (PL), rechaçou as críticas à interferência da Casa na escolha do novo chefe da Polícia Civil. O parlamentar abriu a sessão dessa quarta-feira (18) afirmando que não teve participação na mudança na Segurança Pública do estado. A fala foi em resposta às especulações de que a queda do delegado José Renato Torres, que pediu exoneração na quarta, se deve, em boa parte, aos problemas de relacionamento com os deputados estaduais. No mesmo dia, a Casa aprovou um projeto do governador Cláudio Casto (PL) que altera o tempo mínimo necessário para um delegado assumir o comando da Polícia Civil. Nesta quinta-feira (19), Marcus Amin foi nomeado para o posto (confira no Manchete RJ).

— Não há e nunca houve briga minha com o governador do estado. Quero parabenizá-lo publicamente pela escolha, acima do desejo individual, a Segurança Pública do estado precisa reagir pra ontem — afirmou Bacellar na sessão da Alerj de quarta.

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O presidente da Alerj ainda afirmou que “não entende nada de Polícia Militar ou Civil”, e que a escolha foi exclusivamente do governador. “Sabemos que a segurança pública está um caos, é nosso dever dar as mãos para socorrer o povo do nosso estado”.

Escolha acertada

Rodrigo Bacellar disse considerar que Castro fez uma escolha acertada. ”O governador foi muito feliz na escolha que fez, me consultou na segunda que faria uma escolha e dei um conselho: que escolha alguém da categoria, alguém que respire polícia no dia a dia. Avisei que seria natural as críticas ao escolher uma pessoa afastada há 17 anos“, finalizou.

Torres, comandava da Polícia Civil, estava afastado há mais de 16 anos. Segundo a jornalista Berenice Seara, do jornal Extra, “um grupo dos mais influentes do legislativo carioca quis indicar nomes para a cúpula da Civil. Os próprios deputados argumentam que Torres teria concordado com as sugestões e dito que implementaria as ideias. Mas não o fez”. Isso teria aumentado a cobrança pela sua saída do cargo.

A nova lei, enviada por Castro e aprovada pela Alerj, abriu caminho para que Marcus Amin assumisse o comando da Polícia Civil. Anteriormente, a exigência era de 15 anos como delegado da instituição para assumir o cargo. Amim tem pouco mais de nove. Agora, a nova lei diz que é preciso ter 12 anos totais de Polícia Civil.

*Com informações do jornal Extra

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